segunda-feira, 10 de maio de 2010




Chanel 2.55
Após imprimir na moda um estilo que incluía cabelos curtos, o preto como sinônimo de elegância, e não de luto, e bijuterias em vez de jóias, Mademoiselle criou mais um acessório: a 2.55 é a primeira bolsa a tiracolo de que se tem notícia. Antes dela, isso era coisa de carteiro. A exemplo de toda a praticidade que a estilista propunha, a bolsa havia também de ter um nome prático. Assim, da junção entre o mês de sua invenção, fevereiro, e o ano, 1955, nasceu à sigla 2.55.
Inicialmente, era preta com corrente dourada e podia ser produzida em couro de cordeiro, para o dia, e seda ou jérsei, para a noite - até então esses tecidos eram usados somente para confeccionar lingeries. Outros detalhes são as costuras, com efeito, matelassê, que têm a mesmíssima simetria entre a parte da frente e a de trás. O espaço interno também é especial (e prático claro): a aba de abertura possui um bolsinho secreto, pensado para guardar cartas de amor e dinheiro.
Até completar 50 anos, a 2.55 passou apenas por pequenas mudanças. Mas em 2005, ano de seu cinqüentenário, a Maison lançou a 2.55 Reissue. O modelo foi renovado e ganhou até uma instalação itinerante, projetada pela badalada Zaha Hadid, onde a bolsa foi reinterpretada por 20 artistas.
Hoje, ela continua sendo produzida em um processo completamente artesanal, com 180 etapas. A cada ano são lançadas mais de 30 variações do modelo. Mudam-se as cores, os metais, o fecho, tudo para torná-la mais desejada. Afinal, diria sua criadora, 'o luxo é uma necessidade que começa quando a necessidade termina'.
Fonte: Revista Marie Claire

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